…………………………………………………………………………………………………………………………………………………
[ ANÚNCIO DO SITE ]
Apostila para Qualificação de Professores da EBD - Apostila com 100 Dinâmicas e brincadeiras bíblicas

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………

LIÇÃO Nº 13 – A IGREJA DE JESUS CRISTO É VITORIOSA

Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

www.escoladominical.com.br

Apesar de todos os desafios a enfrentar nestes tempos trabalhosos, a Igreja tem uma promessa da parte de Deus: a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.

INTRODUÇÃO

- Chegamos ao término deste trimestre, em que vimos quão difíceis são os tempos em que vivemos, quantos desafios temos de enfrentar durante a caminhada para o céu. Entretanto, o Senhor tem nos mostrado que tudo o que se passa é cumprimento da Sua Palavra e, portanto, as dificuldades são mais uma demonstração de que há esperança e que vale a pena servir a este Deus que nos salvou para que com Ele vivamos eternamente.

 - Diante de tamanhas dificuldades e da certeza de que seremos vitoriosos, cabe a cada um de nós manter a devida vigilância, combater o bom combate e concluir a sua carreira, seja de forma individual, com a morte física, seja de forma coletiva, no dia do arrebatamento, sabendo que só os que perseverarem até o fim serão salvos.

 I – A PROMESSA DA VITÓRIA PARA A IGREJA

 - Estamos a terminar este trimestre letivo, em que estudamos como enfrentar os desafios deste século, em que vimos que os dias por nós vividos, chamados pela Bíblia Sagrada de “tempos trabalhosos”, são, como o próprio termo indica, dias difíceis, dias em que há, por toda a parte, muitos e numerosos motivos para que abandonemos a nossa decisão de caminhar debaixo da mão potente do Senhor e de seguir a Jesus Cristo até alcançarmos a Sua companhia para todo o sempre.

 - Estas grandes dificuldades, cada vez maiores, geram em cada um dos que se decidem por Cristo um natural e compreensível desgaste. Somos seres humanos, limitados e sujeitos ao cansaço, pois, como diz Moisés, a vida sobre a face da Terra é curta, mas se caracteriza por ser canseira e enfado (Sl.90:10).

 - Sabedor disto, o Senhor, que conhece a nossa estrutura e Se lembra que somos pó (Sl.103:14), tão logo revelou o grande mistério de Deus, oculto desde a eternidade passada, a saber, a Igreja (Ef.3:9), afirmou que os crentes estariam sob intenso ataque do maligno, mas, apesar disto, lhes estava reservada a vitória: “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt.16:18 “in fine”).

 - Na declaração que revela a edificação da Igreja, Jesus deixou bem claro que o que caracterizaria a vida do cristão seria a dificuldade, a luta, uma luta e um sofrimento que seriam piores do que quaisquer lutas outras existentes ao longo da vida. Este mesmo ensino foi pormenorizado pelo apóstolo Paulo, que fez questão de considerar que as lutas a serem experimentadas pelos cristãos não seriam lutas físicas, lutas que envolvessem a carne e o sangue, mas, sim, lutas espirituais, muito mais renhidas e difíceis, que lidam com aspectos relacionados com a eternidade, de muito maior seriedade e alcance (Ef.6:12).

 - A vida cristã é, portanto, uma constante luta contra as forças espirituais do mal. Podemos, mesmo dizer, parafraseando o poeta brasileiro Gonçalves Dias, que, para o cristão, “…a vida é luta renhida, viver é lutar. A vida é combate, que os fracos abate, que os fortes, os bravos, só pode exaltar…” (1ª estrofe da Canção do Tamoio).

 - Por isso mesmo, ao indicar que a Igreja seria caracterizada por uma luta difícil e contínua contra o mal, denominado como “portas do inferno”, imediatamente o Senhor, conhecendo como é o homem, fez questão de ressaltar que a luta, embora fosse necessária e inevitável, não era motivo para desalento ou desânimo, mas, bem ao contrário, era um requisito indispensável para que se tivesse a vitória: “mas as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.

 - A luta era uma realidade, era isto que caracterizaria a vida cristã sobre a face da Terra, mas, também, o Senhor apresentava uma promessa, qual seja, a da vitória, promessa que se fazia necessária para que o homem, diante de suas limitações e estrutura, não viesse a desanimar no embate diário contra o maligno. “As portas do inferno não prevalecerão contra ela”, ou seja, a Igreja haveria de vencer o maligno, haveria de enfrentar e superar todos os desafios, todas as provocações e investidas das hostes espirituais da maldade.

 - Ao indicar que “as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja”, o Senhor estava a dizer, precisamente, que a Igreja não seria vencida pelas forças do mal, que a vitória seria da Igreja. Com efeito, o verbo grego “katischuó” (????????), na forma como se encontra no texto original, tem o significado de “vencer”.

 - A promessa do Senhor de que a vitória, neste embate espiritual, é da Igreja se apresenta como o alento, a força para que cada cristão prossiga na sua jornada rumo ao céu. Sem esta promessa, certamente as dificuldades teriam o condão de nos fazer desanimar, de nos fazer perder o ânimo diante de tantos desafios, desafios estes que são maiores a cada dia que passa. Entretanto, quando começamos a desfalecer, a perder o vigor espiritual, lembramo-nos da promessa de Jesus de que o mal não vencerá e, diante desta promessa, recuperamos o ânimo, ativamos a nossa fé e a nossa esperança e, por amor a Jesus, continuamos a fazer o que Ele nos manda e, deste modo, prosseguimos a nossa caminhada, apesar de todas as dificuldades.

 - Não se pode falar em “vitória” sem que se tenha luta. Vitória, dizem os dicionaristas, é o “ato de vencer, ganhar, sair vencedor, prevalecer, sair-se vencedor, triunfar sobre um inimigo ou um antagonista”. Portanto, quando se fala em “vitória”, fala-se na obtenção de vantagem sobre alguém que se opôs a quem venceu. Para que haja vitória, portanto, é necessário que haja um opositor, alguém que esteja contra o vitorioso, alguém que tente pôr obstáculos ao que é feito pelo vencedor. A Igreja só é vitoriosa, portanto, porque o inimigo de nossas almas se lhe opõe, porque há um antagonista, um adversário, um opositor.

 

- A presença, portanto, de dificuldades crescentes à atividade da Igreja é um fator de desgaste, sem dúvida alguma, mas, de certo modo, é um motivo para que cada cristão se encoraje cada vez mais na sua vida espiritual. A presença de oposição ao modo de viver do cristão, as perseguições por que passa, a incompreensão daqueles que estão à sua volta, a zombaria, as constantes agressões e tentações a seu proceder são confirmações da Palavra, são demonstrações claras de que estamos em meio a uma luta e que, se prosseguirmos na vontade de Deus, teremos a vitória, vitória esta que exige, previamente, a luta.

 - É neste sentido, aliás, que devemos compreender as palavras do Senhor Jesus quando, no chamado “sermão da planície”, afirmou que eram bem-aventurados aqueles que fossem aborrecidos dos homens e, por causa do Filho do homem, separados, injuriados e de nomes rejeitados, enquanto que infelizes aqueles que fossem achados por bons pelos homens (Lc.6:22,26). Esta paradoxal afirmação de Cristo encontra a sua explicação no fato de que, os que são louvados por todos, são, necessariamente, pessoas que não combatem contra o mal que está no mundo, que se conformam aos padrões estabelecidos pelo presente século, pessoas que se encontram sob o domínio das “portas do inferno” e que, por isso, não hão de vencer, hão de ser derrotados e terão a perdição eterna como recompensa, enquanto que aqueles que não se conformam com este mundo, estes, sim, pertencem à Igreja e têm, por causa disto, garantida a vitória.

 

- A promessa de Cristo de que a Igreja seria vitoriosa é a fonte de ânimo, do chamado “bom ânimo”, a força que nos leva até o final da jornada. Não há como permanecer ao lado de Cristo sem o “bom ânimo”. O próprio Senhor disse que o “bom ânimo” era necessário para que alcançássemos a vitória (Jo.16:33). O remédio para enfrentar as aflições que caracterizam a nossa vida debaixo do sol é o “bom ânimo”. Mas o que é o “bom ânimo”?

 - A expressão “bom ânimo” surge, pela vez primeira nas Escrituras, na Versão Almeida Revista e Corrigida, no livro de Josué, na fala que o Senhor faz a Josué, depois da morte de Moisés. Ali, por quatro vezes, é dito para que o novo líder de Israel tivesse “bom ânimo”, expressão que corresponde ao hebraico “ ’amats” (???) , que significa “ter coragem”, ou seja, “disposição nobre do coração, qualidade espiritual de bravura e tenacidade”, “determinação no desempenho de uma atividade necessária; zelo, perseverança, tenacidade”.

 - Ter “bom ânimo” é, portanto, demonstrar “coragem”, ou seja, uma atitude que venha do interior, do âmago do ser humano, uma disposição de enfrentar as oposições levantadas pelo inimigo, de demonstrar confiança em Deus e em Suas promessas e, diante disto, fazer aquilo que é da vontade do Senhor, mesmo que contrarie a razão, a lógica e a vontade própria. É interessante observar que, na Septuaginta (a versão grega do Antigo Testamento), a palavra utilizada é “andridzou” (????????), cujo significado é “agir como homem”, demonstrando, assim, que ter “bom ânimo” é cumprir o propósito original estabelecido por Deus ao ser humano.

 - O “bom ânimo” vem acompanhado do “esforço”, palavra que, no hebraico, é “chazaq” (???), cujo significado é “força”, “firmeza”, “prevalência”. Para que se tenha “bom ânimo”, é preciso que se tenha “firmeza”, que se tenha “força”. Ora, para que haja esta firmeza, esta força, é indispensável que haja fé em Deus. “Se não o crerdes, certamente não ficareis firmes” (Is.7:9 “in fine”), diz a Palavra do Senhor. Sem que creiamos em Cristo e nos ponhamos em Suas mãos, a fim de que deixemos o lamaçal do pecado e sejamos postos na rocha, não teremos como firmar os nossos passos (Sl.40:2).

 - Assim, embora o “bom ânimo” seja uma atitude humana, é ela decorrente do “esforço”, que, por sua vez, embora também seja um gesto do ser humano, é resultado de uma ação divina, a fé, que não vem de nós, mas é dom de Deus (Ef.2:8), algo que vem pelo ouvir pela Palavra de Deus (Rm.10:17).

 - Este mesmo quadro de “esforço” e “bom ânimo” vemos nas recomendações de Davi a Salomão (I Cr.22:13; 28:20), como também nas palavras do rei Ezequias a todo o povo de Judá (II Cr.32:7), como também nas declarações de Jesus ao paralítico que havia sido introduzido pelo telhado da casa onde o Senhor Se encontrava (Mt.9:2), ou à mulher que tinha o fluxo de sangue (Lc.8:48), já aqui, em ambas as passagens, a palavra grega “tharséu” (??????), cujo significado é, também, o de “ter coragem”, “ter disposição”.

 - Na luta contra o mal, portanto, prometida está a vitória, mas o cristão deve, uma vez tendo obtido a fé que vem de Deus, esforçar-se, ou seja, manter uma firmeza espiritual, firmeza esta que decorre do desenvolvimento desta fé, firmeza que nada mais é que o crescimento espiritual, a ser alcançado mediante uma vida devocional diária, a manutenção de uma experiência contínua e ininterrupta com Deus, como também “ter bom ânimo”, ou seja, demonstrar disposição para enfrentar todas as dificuldades, não recuar diante dos ataques das hostes espirituais da maldade, prosseguir no intento de servir a Cristo, custe o que custar, doa o que doer, avançando na caminhada rumo ao céu.

 II – A VITÓRIA VEM DE DEUS

Anunciar que “as portas do inferno” não prevaleceriam contra a Igreja, o Senhor Jesus prometeu a vitória à Sua Igreja. Haveria lutas, lutas difíceis e que se dariam na dimensão espiritual, lutas sérias e decisivas, porquanto dizem respeito à própria questão da eternidade. No entanto, não disse, neste instante, o Senhor como se daria esta vitória.

 - A vitória sobre as “portas do inferno” não é um mérito que pode ser atribuído ao homem. O homem, quando posto frente a frente com o mal, fracassou, foi derrotado, pois, devendo dominar sobre o pecado, acabou dominado por ele (Gn.4:7; Jo.8:34). A situação do ser humano é tristemente descrita pelo apóstolo Paulo, que nos apresenta um homem totalmente dominado pela sua natureza pecaminosa (Rm.7:7-24).

 - Pelo seu próprio esforço, portanto, o homem não pode alcançar a vitória. Não está nas mãos do homem a vitória sobre o pecado, mas a vitória prometida por Cristo é uma dádiva divina. As Escrituras são claras ao mostrar que a vitória sobre o pecado e sobre o mal é um dom divino que é dado ao ser humano como um favor imerecido, como uma graça do Senhor.

 - Davi, ao louvar ao Senhor pelas contribuições que lhe foram dadas para a construção do templo (o que seria realizado por seu filho Salomão), afirmou, em seu inspirado cântico, que a vitória é de Deus (I Cr.29:11). A palavra utilizada na Septuaginta neste versículo é “niké” (????), cujo significado é “vitória”. A propósito, na mitologia grega, a vitória, apesar de ser ela própria uma divindade, era tão somente a portadora do triunfo aos homens, pois se considerava que a vitória era “obra dos deuses”, algo vindo da parte de uma divindade. No texto hebraico, a palavra utilizada é “netsach”(???), cujo significado é “eternidade” e “poder”, como, aliás, está, respectivamente, na Bíblia de Jerusalém e na “Bíblia Hebraica” (de Davi Gorodovits e Jairo Fridlin), a indicar que se trata de algo que vem diretamente da parte de Deus.

 - O salmista, no Salmo 98, também afirma que a vitória vem da parte de Deus, porquanto foram a Sua destra e o Seu braço santo que alcançaram a vitória. Aqui a palavra original é o hebraico “yasha” (???), cujo significado é “salvação”, “livramento”, mesmo sentido que se encontra no texto da Septuaginta, motivo por que a Bíblia de Jerusalém traduz a passagem por “a salvação lhe veio de Sua direita, de Seu braço santíssimo”. Neste trecho, portanto, vemos que a “vitória” nada mais é que a “salvação” e que ela só poderia, mesmo, provir de Deus. Podemos ter “bom ânimo”, podemos crer na “vitória”, porque Jesus venceu o mundo (Jo.16:33), porque Jesus nos salvou (II Tm.1:9; Tt.3:5).

 - A vitória não vem, diz o salmista, por causa da força humana, mas, sim, é decorrência seja da força do Senhor (simbolizada pela “destra”, ou seja, pela “mão direita”), seja pelo Seu agir (simbolizado pelo “braço”), seja pela Sua santidade. A vitória não decorre de qualquer atributo humano, mas é fruto do poder divino. Por isso, não temos que temer nem ter pavor quando se nos apresentam as dificuldades, porque temos de ter a convicção de que a vitória não é resultado de uma ação do homem, mas, sim, de um gesto exclusivamente divino. Se o esforço e o bom ânimo devem ser do homem, a vitória é um ato exclusivamente vindo da parte de Deus.

 - Por isso, o apóstolo João foi tão enfático ao afirmar que a vitória que vence o mundo é a nossa fé (I Jo.5:4). A fé, este dom de Deus que vem pelo ouvir pela Palavra de Deus, é a responsável pela nossa salvação e nada pode impedir que, uma vez sendo perseverantes até o fim, venhamos a ser salvos. Nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus (Rm.8:35-39). Uma vez tendo crido em Jesus, o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo (Rm.5:5) e, por causa disto, somos postos debaixo da mão do Senhor, de onde ninguém pode nos arrebatar (Jo.10:28). A vitória, portanto, não é fruto de qualquer gesto do homem, mas da misericórdia e graça divinas.

 - No Sl.144:10, Davi volta a insistir que a “vitória” é algo que provém da parte de Deus. “É ele que dá vitória aos reis”, diz o salmista. “Vitória” aqui é a palavra hebraica “shuah” (????), cujo significado é “salvação”, “livramento”, uma outra palavra mas o mesmo sentido do texto anterior. Vemos, pois, que “vitória” tem o significado de “salvação”, de finalização do processo de salvação que, iniciado com a graça e a misericórdia do Senhor, terá seu cumprimento final na glorificação, que é o que está todo cristão a esperar, ansiosamente, pois é este o coro conjunto da Igreja e do Espírito Santo: “ora vem, Senhor Jesus” (Ap.22:17).

 - A vitória é, na continuidade do versículo, dentro do paralelismo hebraico que representa a repetição da mesma idéia com outras palavras, “livrar Davi, Seu servo, da espada maligna”. Temos, então, o verdadeiro significado da vitória: é o “resgate” (para usarmos a expressão da Bíblia Hebraica) da “espada maligna”. Vencer é vencer o mal, vencer é vencer o pecado, é vencer a “espada maligna”, o que Paulo denomina, em I Co.15:55, do “aguilhão da morte”.

 - Ao pecar, o homem foi sentenciado à morte (Gn.3:19), como, aliás, já havia sido previsto por Deus (Gn.2:16,17). Esta morte não seria apenas a morte física, mas a morte espiritual, ou seja, a eterna separação de Deus. Por isso, é dito que o salário do pecado é a morte (Rm.6:23a). No entanto, Deus nos promete a vitória, que é o “resgate da espada maligna”, o livramento do “aguilhão da morte”. O “aguilhão” é a “ponta de ferro da aguilhada”, ou seja, o ferrão da ponta da vara comprida, que era usada para picar os bois, guiando-os ou estimulando-os no trabalho. Tem-se entendido que “aguilhão” aqui signifique, propriamente, o “ferrão de um animal”, pois é este o sentido da palavra grega “kentron” (???????). Pecador, o homem está condenado a viver eternamente separado de Deus, mas Deus, em Cristo Jesus, dá-nos a vitória, o livramento deste “veneno”, deste “ferrão” e nos permite voltar a conviver com Ele, mediante o sacrifício vicário de Jesus na cruz do Calvário. “Tragada foi a morte na vitória”, diz o apóstolo. Aleluia!

 - O ensino de Salomão, ao afirmar, em Pv.21:31, que, embora o cavalo tenha de ser preparado para o dia da batalha, a vitória vem do Senhor não é diferente. Aqui, o proverbista deixa-nos bem claro que o cristão deve estar preparado para enfrentar o adversário, deve estar pronto para o combate, mas, também, deve estar consciente de que, neste embate, não é de suas forças e condições que virá a vitória, o triunfo, a salvação, mas única e exclusivamente de Deus. O homem não consegue salvar-se a si próprio, mas sabe que pode ser liberto do inimigo, de sua “espada maligna”, pois esta vitória vem do Senhor.

 - A vitória, portanto, é a libertação do pecado, libertação esta que, como ensinava o saudoso pastor João de Oliveira, é tríplice: libertação da natureza do pecado (justificação), libertação do poder do pecado (santificação progressiva) e libertação do corpo do pecado (glorificação). Vencer é sair do domínio da natureza pecaminosa, da carne, é livrar-se da concupiscência, o desejo imoderado que nos faz pecar (Tg.1:14,15), é estar em condições de ouvir o toque da última trombeta e encontrar o Senhor nos ares no dia do arrebatamento.

 - A vitória é, portanto, muito mais do que uma vantagem que se obtenha num determinado instante da vida, como tem sido apregoado nos dias em que vivemos. Todos estão a clamar “receba a sua vitória”, são muitos os que criam os “cultos da vitória” ou, então, as “campanhas da vitória”. Os cânticos da atualidade, em seu grande número, falam em “ter a sua vitória”, “obter a vitória” e tantas outras coisas, mas, numa visão completamente equivocada do que seja vitória, do que seja vencer segundo as Escrituras Sagradas. “Vitória” é vencer o mal, o mundo, conseguir perseverar até o fim e ser salvo (Mt.24:13), ainda que as circunstâncias da vida sejam e permaneçam adversas.

 - Para vencer o mundo, é preciso ser nascido de Deus (I Jo.5:4). Ser nascido de Deus é ter nascido de novo, da água e do Espírito(Jo.3:3,5). A vitória está, pois, reservada apenas à Igreja, àqueles a quem for dado o poder de serem feitos filhos de Deus, a quem crerem no nome de Jesus (Jo.1:12). Vitória é o término do “bom combate”, nada mais é que “acabar a carreira” e “guardar a fé”, como a descreveu o apóstolo Paulo em sua última carta (II Tm.4:7), fazendo questão de frisar que isto não estava reservado a ele, mas a todos quantos amarem a vinda do Senhor (II Tm.4:8).

 III – COMO ALCANÇAR A VITÓRIA

 - A vitória é garantida, como podemos ver, porque, em primeiro lugar, vem de Deus e, em segundo lugar, é prometida por Deus, um Deus fiel, cuja palavra sempre se cumpre. Portanto, se a vitória é garantida, como podemos alcançá-la?

 - O primeiro passo para alcançarmos a vitória está na consciência de que ela vem de Deus. Somente quando renunciamos a nós mesmos, quando desistimos de querer vencer com as nossas forças, poderemos alcançar a vitória. O apóstolo Paulo foi taxativo: “graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (I Co.15:57).

 - O meio pelo qual alcançamos a vitória é o Senhor Jesus. Somente por Ele podemos ter acesso à vitória. E por quê? Porque Ele venceu o mundo (Jo.16:33). Ele foi vitorioso e, por isso, podemos, através dEle, também obter a vitória sobre o pecado e o mal, alcançando a vida eterna. Como diz o salmista, “por meio de Ti, vencemos os nossos inimigos” (Sl.44:5a) ou, como afirmou o apóstolo Paulo, “em todas estas coisas, somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou” (Rm.8:37). É por Jesus que alcançamos a vitória.

 - Por isso, o apóstolo João diz que a vitória que vence o mundo é a nossa fé. Esta fé vencedora não é uma “determinação”, uma “força interior”, uma demonstração de “autoridade” da parte do homem, mas, sim, a confiança em Deus e na obra redentora de Jesus Cristo, que nos faz confessar e nos arrepender dos pecados cometidos e considerar a Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas. Através do único Mediador entre Deus e os homens (I Tm.2:5), alcançamos a vitória, pois é Jesus o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo.1:29).

 - Somente por Jesus podemos obter a vitória, porque Ele venceu o mundo e o pecado, ao Se tornar homem e, apesar de em tudo ser tentado, não ter pecado (Hb.4:15) e, assim, pôde Se apresentar como o Cordeiro de Deus, tomando sobre Si os nossos pecados e satisfazendo a justiça divina, morrendo em nosso lugar (Is.53:4-8).

 - Por isso, a Bíblia fala-nos que são instrumentos da nossa vitória tanto o nome quanto o sangue de Jesus. “Pelo Teu nome, pisamos os que se levantam contra nós” (Sl.44:5b). O nome de Jesus é a autoridade, o poder que decorre da vitória de Cristo sobre o pecado, o mal e a morte. Por ter vencido o pecado e o mal, o Senhor foi exaltado soberanamente e tem um nome sobre todo o nome (Fp.2:9), tendo todo o poder no céu e na terra (Mt.28:18). Por isso, pode nos dar poder sobre as serpentes e os escorpiões e toda a força do inimigo e nada nos faz dano algum (Lc.10:19).

 - O nome de Jesus, portanto, não é um “amuleto”, uma “fórmula mágica”, um “abracadabra” à disposição dos santos, como tem sido apregoado e ensinado nestes dias, mas um instrumento para vencermos o mal. A vitória dá-se no nome de Jesus, isto é, no poder de Cristo que nos é outorgado quando estamos em comunhão com Ele (Jo.14:13-17; 15:7,16).

 - Mas, além do nome de Jesus, as Escrituras também mostram que a vitória se dá pelo sangue de Jesus. Pelo sangue de Jesus, podemos ter ousadia para entrar no santuário (Hb.10:19), bem como ter direito à árvore da vida e entrar na cidade santa pelas portas (Ap.22:14). Quando se fala em vitória no sangue de Cristo, estamos a falar do sacrifício de Jesus, sem o qual não poderíamos ter a purificação dos nossos pecados (I Jo.1:7). Para se ter vitória, é preciso ter o perdão dos pecados, que só se tornou possível por causa da morte de Jesus no Calvário.

 - Só se pode falar em vitória garantida, portanto, se tivermos entrado pelo caminho apertado, pela porta estreita, que é Jesus (Mt.7:13;14; Jo.10:7,9; 14:6). Por isso, o apóstolo Paulo disse que a Igreja já foi abençoada com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo (Ef.1:3). Em Cristo, temos garantia de vitória porque já recebemos todas as bênçãos espirituais. Estamos escondidos em Deus e nada, nenhuma circunstância humana ou diabólica pode nos impedir de ter a comunhão com Deus e de, nos lugares celestiais, desfrutar da glorificação, desde que perseveremos até o fim, que nos esforcemos e tenhamos bom ânimo.

 - Mas, se o pressuposto da vitória é estar em Cristo, é crer em Cristo, é desfrutar da autoridade do nome de Jesus e do poder purificador do Seu sangue, para que vençamos, faz-se preciso que “combatamos o bom combate” e isto nos exige vestir a “armadura de Deus” para as batalhas desta vida debaixo do sol. O apóstolo Paulo bem disse quais eram as peças desta armadura (Ef.6:13). Esta armadura é necessária pois, sem ela, não teremos como resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firme (Ef.6:13).

 - Eis o segredo da vitória: devemos confiar em Jesus, saber que a vitória vem dEle, mas, no embate do dia-a-dia, estar preparado para a batalha. A nossa parte está em ter fé e vestir a armadura de Deus, mantendo-nos sempre “em forma espiritual”.

 - A primeira peça da armadura é o cinturão da verdade. Não podemos mentir nem amar quem mente. Falar a verdade, viver segundo a verdade é fundamental para quem quer ser vitorioso. Falar a verdade e viver segundo a verdade não é apenas dizer o que aconteceu, não distorcer os fatos nem a realidade, mas, também, viver de acordo com os preceitos da Bíblia Sagrada, que é a verdade (Jo.17:17). Muitos querem ter “vitória” e são capazes de tudo para alcançá-la: dar dízimos e ofertas, fazer penitências, votos e todo o tipo de sacrifício, mas não fazem o essencial: cingir os lombos com a verdade, viver de acordo com a Palavra de Deus.

 - A segunda peça da armadura é a couraça da justiça. Quem quiser ser mais do que vencedor, precisa cobrir o peito com a justiça, ou seja, pôr na sua vida, no centro de sua vida, a imparcialidade, a retidão, a honestidade, o viver de acordo com as Escrituras, que é a reta justiça. Não fazer acepção de pessoas, julgar o semelhante à luz da Bíblia Sagrada e não das preferências pessoais, tomar decisões segundo os ditames divinos e não segundo as conveniências é vestir a couraça da justiça. Muitos, nestes dias trabalhosos, porém, têm feito coro ao espírito de injustiça e contribuído grandemente para que a iniqüidade se multiplique.

 - A terceira peça da armadura são os calçados na preparação do evangelho da paz. Quem quiser ser vitorioso não pode deixar de anunciar o evangelho, seja pregando com palavras, seja pregando com exemplos de vida. Devemos, com nossas vidas, repetir o gesto de João Batista e preparar o caminho do Senhor (Is.40:3; Mt.3:3). Temos de agir de modo a preparar o terreno para que a semente da Palavra seja semeada e encontre lugar para frutificar. Muitos, porém, têm sido motivo de escândalo, têm posto obstáculos no caminho do Senhor, impedindo que haja conversões e a pregação eficaz do Evangelho à sua volta.

 - A quarta peça da armadura é o escudo da fé. Esta peça é fundamental para que impeçamos que os dardos inflamados do inimigo venham a nos atingir. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hb.11:6). Somente crendo que Deus existe e que é galardoador dos que O buscam, de que a vitória é garantida, poderemos atravessar os momentos difíceis, as aflições do presente século. Só a fé permite-se ver que “…as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada.” (Rm.8:18). A fé é a grande arma que temos para consolidar a nossa vitória, como já visto supra.

 - A quinta arma da armadura é o capacete da salvação. Temos de ter a mente de Cristo, o discernimento espiritual (I Co.2:9-16). Sem uma mentalidade de quem tem o Espírito de Deus, jamais teremos condições de chegarmos à vitória. Se nossa mente estiver voltada para as coisas desta vida, se pensarmos em Cristo Jesus apenas como um meio para termos uma melhora de vida sobre a face da Terra, seremos os mais miseráveis de todos os homens (I Co.15:19), porque, tendo conhecido a chave da vitória, preferiremos ser derrotados, vencidos pelo mal. O verdadeiro vitorioso pensa das coisas que são de cima (Cl.3:1,2).

 - A prosperidade financeira apregoada nos dias hodiernos é, comumente, apresentada como “vitória”. Entretanto, devemos ter cuidado nesta categorização. Deus pode abençoar as pessoas com riquezas, como fez com Salomão e tantos outros homens de Deus, mas a posse de riquezas não é um sinal de vitória por si só. Bem ao contrário, a Bíblia nos ensina que o “amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males e, nessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tm.6:20). Ora, se assim é, quando se ama o dinheiro, tem-se a perda total da mente de Cristo, pois onde se ajuntam tesouros, ali estará também o coração (Mt.6:19,21) e quem ama as riquezas, não ama a Deus (Mt.6:24). O amor do dinheiro leva ao desvio da fé, à perda da verdadeira e única vitória, portanto.

 - A sexta arma da armadura é a espada do Espírito. Única arma de ataque de toda a armadura, a Palavra de Deus é indispensável para que sejamos vitoriosos. Somente ela pode afugentar o inimigo, pode colocá-lo em retirada. Falar em “cultos de vitória” onde nem sequer a Palavra é pregada, onde há todo um espetáculo de emocionalismos, exercícios de retórica e de neurolingüística, toda sorte de misticismos e técnicas alheias às Escrituras e nenhuma instrução ou exposição consistente da Bíblia Sagrada é um verdadeiro embuste, um engano, um ardil do inimigo para iludir os incautos.

 - São seis armas que constituem a “armadura de Deus”. Esta expressão do apóstolo permite-nos observar que se são “armadura de Deus”, são armas que vêm da parte de Deus, que não podem ser forjadas pelo homem. Mas, também, por serem seis, lembra-nos que o número seis é, segundo os intérpretes da Bíblia, o “número do homem”, ou seja, as armas, embora venham da parte de Deus, devem ser usadas pelo homem. Se o homem não as utilizar, não poderá, de forma alguma, ser vencedor, ainda que a vitória não é resultado do uso destas armas, mas, sim, algo que provém da parte do Senhor.

 - Mas, para bem utilizar estas armas, o homem deverá estar “em forma”, ou seja, bem se exercitar espiritualmente. Estes “exercícios espirituais” são a oração e súplica no Espírito e a vigilância com perseverança e súplica por todos os santos (Ef.6:18). Sem uma vida de oração e sem uma constante e permanente vigilância, com intercessão pelos demais irmãos na fé, jamais estaremos devidamente preparados para a batalha.

 - Assim vestido, o soldado de Cristo Jesus será mais do que vencedor. Estando em Cristo, nenhuma dificuldade, nenhuma tribulação, nenhum problema, nenhuma circunstância adversa será capaz de separá-lo do amor de Cristo, será capaz de impedir que ele venha a perder a vitória que lhe está garantida.

 IV – O QUE ESTÁ RESERVADO PARA O VITORIOSO

 - Mas Deus é infinitamente misericordioso e amoroso, de tal sorte que, se a vida eterna já fosse pouca coisa, fez promessas para todos aqueles que alcançarem a vitória. Por isso, o apóstolo disse que não há como comparar as aflições deste tempo presente com o que está reservado para os vitoriosos. Aliás, o apóstolo foi enfático ao dizer que “…as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam.”(I Co.2:9b). Como diz o poeta sacro: “já os filhos de Deus bem alegres estão, porém, no céu prazer maior terão. Os gozos do cristão apenas gotas são do mar de bênçãos em Sião” (estrofe do hino 351 da Harpa Cristã).

 - As promessas aos vitoriosos estão bem delineadas nas cartas que o Senhor Jesus mandou que João escrevesse às igrejas da Ásia Menor, no início do livro do Apocalipse. Em cada uma delas, o Senhor faz-nos lembrar que a vitória é o alvo da vida cristã e que “os que vencerem” serão galardoados pelo Senhor, apesar de a salvação já ser fruto exclusivo de um favor imerecido de Deus. Que Deus bondoso!

 - A primeira promessa reservada aos vitoriosos é o favor de comer da árvore da vida (Ap.2:17). Este privilégio foi perdido pelo homem quando pecou (Gn.3:22-24). Comer da árvore da vida é ter alimento espiritual abundante e eterno junto de Deus, é voltar a ter um estado de comunhão perene com o Senhor. Cessada a alimentação pela Palavra de Deus, da alimentação da palavra que procede da boca de Deus, teremos acesso direto ao próprio Deus, um estado de beatitude sem igual.

 - A segunda promessa reservada aos vitoriosos é não receber o dano da segunda morte(Ap.2:11). O vencedor por Cristo Jesus está livre da condenação eterna. Temos, desde já, a vida eterna, desde que aceitamos a Cristo, mas a salvação ainda está condicionada à nossa perseverança até o fim. Se perseverarmos até o fim, porém, receberemos esta recompensa, qual seja, a glorificação e nunca mais correremos o risco de nos perder. Não receber o dano da segunda morte é atingir a glorificação e, portanto, nunca mais ter o risco de pecar. Estaremos livres do corpo do pecado e poderemos exclamar as palavras do apóstolo: “onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” (I Co.15:55).

 - A terceira promessa reservada aos vitoriosos é receber o maná escondido e uma pedra branca com um nome escrito que ninguém sabe a não ser Deus e a pessoa que o recebe (Ap.2:17). O vitorioso, que foi fiel no pouco, será constituído fiel sobre o muito. Aquele que venceu pelo que Deus lhe revelou em Sua Palavra, terá acesso àquilo que estava destinado apenas a Deus (Dt.29:29), o “maná escondido”. Além disso, terá um “novo nome” escrito em uma pedra. O vitorioso não perderá a individualidade, mas manterá com o Senhor uma intimidade sublime e eterna, um “particular” todo especial para todo o sempre, sem deixar de ser o povo de Deus (Ap.2:13). Ser um co-herdeiro especial de Cristo na glória, que privilégio inigualável!

 - A quarta promessa reservada aos vitoriosos é ter poder sobre as nações (Ap.2:26). O vitorioso reinará com Cristo durante mil anos (Ap.20:6). A primeira coisa que ocorrerá a todos quantos não receberam o dano da segunda morte será tomar parte no reino milenial de Cristo, na qualidade de autoridades constituídas pelo Senhor. Neste reino, quando a Terra será restaurada e a maldição que se lhe impôs por causa do pecado será removida, os vitoriosos servirão ao Rei dos reis e Senhor dos senhores. Aqueles que foram rejeitados e humilhados ao longo da história da humanidade, são feitos reis e sacerdotes para a redenção desta própria história.

 - A quinta promessa reservada aos vitoriosos é ser vestido de vestes brancas e ter garantido o seu nome no livro da vida, bem como ser confessado pelo Filho diante do Pai e dos Seus anjos (Ap.3:5). A confissão de Cristo a nosso favor e a concessão da impecabilidade, ou seja, a santidade perpétua, é outra promessa que está reservada aos vitoriosos. O vitorioso atingirá um estágio semelhante ao dos anjos, o estado de impecabilidade, não mais podendo pecar. Estará totalmente livre do pecado e com seu ingresso eterno na glória divina garantido e confirmado pelo Cordeiro de Deus que o perdoou e o fez entrar na cidade pelas portas.

 - A sexta promessa reservada aos vitoriosos é de ser feito coluna no templo de Deus e de ter o nome de Deus e da nova Jerusalém e o novo nome do Senhor (Ap.3:12). O vitorioso passa a ser propriedade exclusiva e perpétua do Senhor no céu. Receber o novo nome do Senhor Jesus, o nome de Deus e o nome da nova Jerusalém é como se passasse o vitorioso a ser “patrimônio” do Senhor na glória. Seremos cidadãos da cidade celeste, seres com direitos e deveres diante do Senhor, mas participantes e integrantes da glória celeste. Nós, que merecíamos tão somente o lago de fogo e enxofre, passamos a ser cidadãos da cidade santa. Como Jesus é maravilhoso!

 - A sétima promessa reservada aos vitoriosos é a de assentar com o Senhor Jesus no Seu trono (Ap.3:21). Não só seremos cidadãos da cidade celeste, não só seremos autoridades sobre as nações durante o reino milenial de Cristo na Terra, mas também compartilharemos do lugar de glória, à direita de Deus, que tem o Senhor desde quando ascendeu aos céus após ter vencido a morte e o pecado. Jesus, dentro de Seu amor para com a Igreja, com ela compartilhará a posição sublime em que foi posto pelo Pai por ter vencido o mal. Os cristãos, embora tenham sido levados pelo exemplo de Cristo, também desfrutarão deste privilégio. O homem, assim, igualar-se-á em posição ao Deus feito homem que venceu e salvou a todos os Seus irmãos. Por não Se envergonhar de chamá-los irmãos (Hb.2:11) e por eles não terem se envergonhado dEle, o Senhor os colocará no Seu trono celestial. Cada vitorioso, que juntado a toda a humanidade, valia menos do que nada, estará no trono glorioso do Filho. Só Deus para fazer algo assim!

 - Aqui, ao contrário das peças das armaduras, que são em número de seis, temos sete promessas, a indicar que estamos diante de uma promessa exclusivamente divina e que, portanto, é dotada da qualidade da fidelidade, da certeza de cumprimento. As promessas são vindas da parte do Senhor e, como fiel é o que prometeu (Hb.10:23 “in fine”), já podemos, desde já, glorificar e agradecer ao Senhor, porque Ele vela sobre a Sua Palavra para a cumprir (Jr.1:12).

 - Como, então, diante de tão grandes promessas, desanimar ou querer recuar diante das dificuldades que se apresentam nos tempos trabalhosos em que vivemos? Como trocar a glória sempiterna que nos está reservada, cuja revelação parcial já é muito mais do que se tem neste mundo, por algum prazer ou vantagem passageiros, que, assim como a vida humana, são fugazes e insignificantes perto do que está prometido a quem vencer?

 

- Os dias são difíceis. As dificuldades são muitas e são, sim, capazes de nos desviar da rota para a Canaã celestial. Não podemos subestimar as lutas e tentações, devendo vigiar a cada instante para não sermos tragados pelo inimigo de nossas almas, que anda a nosso derredor(I Pe.5:8). Neste trimestre, vimos como são muitas as artimanhas levantadas contra os filhos de Deus e como é difícil nos mantermos em pé ante tantas ciladas. Mas, não podemos desanimar nem recuar! O Senhor não tem prazer naquele que recua (Hb.10:38). A vitória está prometida a tantos quantos perseverarem até o fim e nada há, neste mundo, que possa se comparar ao que receberemos por sermos fiéis ao Senhor até a Sua vinda.

 - Que este trimestre possa ter sido um alento para prosseguirmos a nossa caminhada e um motivo para redobrarmos os nossos esforços contra as forças espirituais da maldade. Terminamos com as palavras do Senhor para estes dias tão difíceis: “Tenho-vos dito isto para que, em Mim, tenhais paz. No mundo, tereis aflições, mas tende bom ânimo: Eu venci o mundo” (Jo.16:33). Amém!

 Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco

 BIBLIOGRAFIA DO TRIMESTRE

 

A bibliografia diz respeito aos estudos de todo o segundo trimestre de 2007, não contendo bíblias e bíblias de estudo consultadas, bem assim textos esporádicos, notadamente fontes eletrônicas, cujas referências foram dadas no instante mesmo de suas utilizações.

 

ALI, Zihad. A falsa crença da evolução teísta. Mensageiro da paz, ano 77, n. 1462, mar.

 

2007, p.16

 

APÓCRIFOS e pseudo-epígrafos da Bíblia. Tradução de Cláudio J.A. Rodrigues. São

 

Paulo: Novo Século, 2006. 869p.

 

BORGES, Michelson. Por que creio: doze pesquisadores falam sobre ciência e religião.

 

Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2003. 224p.

 

CARELLI, Gabriela. Ciência não exclui Deus: entrevista com Francis Collins. Veja, ano 40, n.3, edição 1992, 24 jan. 2007. Disponível em: http://veja.abril.uol.com.br/240107/entrevista.html Acesso em 16 mar. 2007.

 

CARVALHO, Ailton M. Conheça-me: eu era como você, cheio de dúvidas. No prelo.

 

(Arquivo em poder do revisor, com autorização do autor para divulgação).

 

_____________________. Deus e a história bíblica dos seis períodos da criação. 4. ed.

 

Suzano: Gil & Tunice, 1998. 214p.

 

____________________. Livro sem título definitivo sobre a hipocrisia. No prelo.

 

(Arquivo em poder do revisor, com autorização do autor para divulgação).

 

CHAMPLIN, R.N. O Antigo Testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo;

 

Candeia, 2000. 6v.

 

CRESSEY, M.H. Tempo. In: DOUGLAS, J.D. (org.). O novo dicionário da Bíblia. Trad.

 

de João Bentes. V.II, pp;1577-9.

 

DURANT, Will. A história da filosofia. Trad. de Luiz Carlos do Nascimento Silva. São

 

Paulo: Nova Cultural, 1996. 480p.

 

GLEISER, Marcelo. A dança do universo: dos mitos de Criação ao Big-Bang. São Paulo:

 

Companhia das Letras, 1997. 434p.

 

JAPIASSU, Hilton e MARCONDES, Danilo. Dicionário básico de filosofia. Rio de

 

Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990. 265p.

 

HORTON, Paul B. e HUNT, Chester L. Sociologia. Trad. de Auriphebo Berrance Simões.

 

São Paulo: Makron Books, 1980. 479p.

 

MARCONI, Marina de Andrade e PRESOTTO, Zélia Maria Alves. Antropologia: uma

 

introdução. 3.ed. São Paulo: Atlas, 1992. 308p.

 

MINHAM, Júlio. As maravilhas da ciência. 5.ed. s.l.: Livraria Ateneu, 1957. 469p.

 

MORGENBESSER, Sidney (org.). Filosofia da ciência. Trad. de Leonidas Hegenberg e

 

Octany Silveira da Mota. 3.ed. São Paulo: Cultrix, s.d.258p.

 

PIERUCCI, Antonio F. Religião. Folha de São Paulo, caderno Mais !. 31 dez. 2000 p.20-1.

 

POLITZER, Georges; BESSE, Guy e CAVEING, Maurice. Princípios fundamentais de

 

filosofia. Trad. João Cunha Andrade. São Paulo: Hemus Livraria e Editora, s.d. 396p.

 

PRINCIPAIS nomes do ateísmo declaram guerra contra todo tipo de fé. Mensageiro da

 

paz, ano 77, n. 1461, fev. 2007, pp.14-5.

 

ROCHA, A.N. 2. Pedro da Bíblia Rhema Di Nelson: a graça que a nós foi profetizada.

 

(Arquivo em poder do revisor, com autorização do autor para divulgação).

 

SILVA, Osmar J. da. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade. São Paulo: Imprensa

 

da Fé (imp.), 2001. 6v.

 

SPURGEON, Charles H. Lições aos meus alunos: homilética e teologia pastoral. Trad.

 

Odayr Olivetti. São Paulo: Publicações Evangélicas Selecionadas, 1990. 209p.

 

Colaboração para o Portal escolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco.