TEMA – Tempos trabalhosos: como enfrentar os desafios deste século
Fonte: www.escoladominical.com.br
COMENTARISTA : Elinaldo Renovato de Lima
LIÇÃO Nº 10 – INOVAÇÕES E MODISMOS RELIGIOSOS
Os tempos trabalhosos são dias em que muitos apostatarão da fé, deixando a sã doutrina e passando a seguir doutrinas de homens e de demônios.
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LIVROS: Escola Dominical - Educação Cristã - Teologia - Cristianismo
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INTRODUÇÃO
- Nos tempos trabalhosos em que estamos a viver, temos como uma das principais características a apostasia, ou seja, o afastamento do homem do caminho do Senhor, o desvio espiritual de muitos que, uma vez, haviam sido resgatados da sua vã maneira de viver (cfr. II Pe.2:1).
- A apostasia, no mais das vezes, não se dá pela rejeição pura e simples do Evangelho, mas pela substituição da Palavra de Deus, da sã doutrina, por doutrinas outras, criadas pelos homens e, até mesmo, resultado da atuação de espíritos malignos que se introduzem no meio do povo de Deus. Devemos, pois, tomar cuidado para não sermos levados por estes “ventos de doutrina”, cujo único objetivo é nos desviar da fé e nos levar para a perdição eterna.
I – A PERENIDADE DA PALAVRA DE DEUS
- Temos dito, ao longo deste trimestre, que a grande diferença entre os “tempos trabalhosos” e os primeiros dias da Igreja sobre a face da Terra está no fato de que, nos dias da igreja primitiva, o fervor espiritual era tal que os que não eram do povo de Deus não ousavam se ajuntar com os salvos (cfr. At.5:13).
- Esta situação, porém, logo iria se modificar, para cumprimento da própria Palavra de Deus, pois o Senhor Jesus, em Seus ensinos, já adiantara que se introduziriam, no meio do povo de Deus, tanto aqueles que não tinham sido plantados pelo Senhor (Mt.15:13), como aqueles que, tendo sido plantados pelo Senhor, se degenerariam, corrompendo-se por causa do pecado (Jr.2:21). Tanto assim é que, já no final da era apostólica, João fala-nos a respeito daqueles que haviam saído do meio da igreja, porque da igreja não eram (I Jo.2:19).
- A presença deste “joio” no meio do “trigo”, que perdurará até o tempo da colheita (cfr. Mt.13:24-30), intensifica-se nos dias imediatamente anteriores à volta de Cristo, como o Senhor deixou claro em Seu sermão escatológico, onde, por três vezes, salienta que estes dias serão caracterizados pela presença de “falsos profetas” e “falsos cristos” (Mt.24:11, 23, 24), advertências que são repetidas pelos apóstolos Paulo (I Tm.4:1; II Tm.4:3,4), Pedro (II Pe.2), João (I Jo.4:1) e Judas (Jd.4).
- Estes falsos profetas, cristos, doutores e mestres, diz-nos a Bíblia Sagrada, são pessoas que estão no meio do povo de Deus, que foram introduzidos em nosso meio, que se desviaram da fé, pois são apóstatas, que, portanto, algum dia haviam realmente se convertido ao Senhor mas, em virtude de negligência espiritual ou rebeldia, acabaram se tornando agentes do adversário e, a partir de então, estão a transtornar a vida espiritual daqueles que estão à sua volta.
- A principal característica destas pessoas é o fato de serem “falsos”, ou seja, de serem pregadores de “falsidades”, de “mentiras”. Ora, sabemos que a mentira, que a falsidade é o oposto da verdade. Verdade, em termos bíblicos, é a Palavra de Deus (Jo.17:17). Verdade, em termos bíblicos, é o próprio Jesus (Jo.14:6), Cristo que é testificado pelas Escrituras (Jo.5:39).
- Assim, quando falamos da presença de falsos profetas, cristos, mestres e doutores no meio do povo de Deus, estamos a falar de pessoas que deixam de lado a Verdade, que a abandonam, substituindo-a por “invenções”, por “mentiras”, por “falsidades”. Em outras palavras: quando se está a falar de falsos cristos, profetas, mestres e doutores, estamos a falar do abandono da Palavra de Deus, do abandono da Bíblia Sagrada.
- É por este motivo que devemos, ao analisar um tema como o da presente lição, em primeiro lugar, observar que a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada é algo que jamais pode ser deixado de lado na vida da Igreja, seja da igreja local como um grupo social, seja de cada membro em particular. A vida espiritual da Igreja depende da sua comunhão com Deus e esta comunhão se dá por intermédio de Cristo Jesus, que é a cabeça da Igreja e o Salvador do corpo, sendo que o testemunho de Cristo se dá exclusivamente pelas Escrituras. Ninguém chega à presença do Pai a não ser por Cristo e somente saberemos quem é Jesus através da Bíblia Sagrada.
- E o que diz a Bíblia a respeito dela mesma, a respeito da Palavra de Deus? As Escrituras são enfáticas ao afirmar que a Palavra de Deus permanece para sempre, não muda, é sempre a mesma Palavra que vem ao homem através da pregação do Evangelho (I Pe.1:23-25). A Palavra do Senhor nunca passa e persistirá mesmo depois que os céus e a terra passarem (Mt.24:35; Lc.21:33).
- A Palavra de Deus é de Deus e Deus é um ser eterno (Gn.21:33; Sl.10:16) e, se o Senhor é eterno, é, por conseguinte, imutável, ou seja, não muda, nem nEle há qualquer sombra de variação (Ml.3:6; Tg.1:17). Jesus Cristo é sempre o mesmo (Hb.13:8) e, por isso, as Escrituras, que dEle testificam, também não podem sofrer qualquer modificação. Por isso, o Senhor disse que tudo o que está na Palavra se cumprirá, sem qualquer exceção (Mt.5:18).
- O Senhor Jesus deixou-nos o exemplo do que deve estar em nossa mente enquanto vivemos sobre a face da Terra. Quando já agonizava na cruz, diz-nos o apóstolo João que o Senhor verificou se tudo que fora predito a Seu respeito havia sido cumprido e, ao notar que faltava uma profecia, a constante do Sl.69:21, bradou que tinha sede, única e exclusivamente para que as Escrituras se cumprissem (Jo.19:28), mostrando, assim, não só a Sua Divindade (cfr. Jr.1:12), como também a Sua condição de servo fiel do Pai, cuja razão de existência, cujo sustento espiritual era tão somente realizar a vontade dAquele que O enviara (cfr. Hb.10:5-7; Jo.4:34).
- Assim procedendo, Jesus mostra-nos que a vida espiritual repousa na observância, na sujeição à Palavra de Deus, Palavra esta que não muda, que não se altera, porque é a Palavra de Deus e, como tal, eterna, imutável e insuscetível de qualquer mudança ou alteração.
- Quando falamos em Palavra de Deus, portanto, estamos no terreno da imutabilidade, da impossibilidade de mudança ou de alteração. Não é à toa que, nos dois últimos escritos do Novo Testamento, o Apocalipse e o Evangelho de João, o Espírito Santo tenha inspirado João a deixar registrada a completude da revelação divina nas Escrituras Sagradas. No Apocalipse, é dito que ninguém poderá acrescentar ou diminuir o que foi revelado pelo Senhor aos Seus servos (Ap.22:18,19), enquanto que, no Evangelho, embora se admita que Deus, particularmente através de Cristo, tenha feito e realizado muitas outras obras ao longo da história da humanidade, tudo o que foi revelado é suficiente para nos trazer vida e salvação (Jo.20:30,31; 21:24,25).
- Se, até a vinda de Cristo, a revelação divina era progressiva, ou seja, a cada instante da história, Deus mostrava mais elementos, através da inspiração para a escrita do Antigo Testamento, do Seu plano para a salvação da humanidade, o fato é que, com a vinda do próprio Deus encarnado, do Verbo que Se fez carne, tal revelação atingiu o Seu ápice, de modo que, após o término da escritura do Novo Testamento, revelado aos discípulos especialmente chamados pelo Senhor para a transmissão de Seus ensinos, vemos que nada mais havia para ser revelado em termos de Palavra de Deus. Assim, como esta Palavra já foi completamente revelada e é imutável, não há como dela fugir, nem dela se afastar, se se pretende ter vida espiritual, ou seja, comunhão com o Senhor. Quem não crê no testemunho de Cristo, que é a Bíblia Sagrada, não tem parte nem com o Pai, nem com o Filho (I Jo.5:9-12).
- Se a Palavra de Deus é perene, imutável e completa, não se pode ter, no meio do povo de Deus, qualquer “inovação”. “Inovação” é “introdução de novidade”, “ato de fazer algo como não era feito antes”. Ora, se a Palavra de Deus é completa e não comporta modificação, vemos que não se pode, no meio do povo de Deus, haver “inovações”, pois não há coisa nova alguma que resta ser revelada pelo Senhor para que venhamos a ter a vida eterna, que é o objetivo da salvação (Jo.3:16).
- É interessante notar que, enquanto Cristo não veio, havia a possibilidade de um progresso espiritual. “Progresso” é a “mudança de estado de algo que o move para um estado superior, é um crescimento, um desenvolvimento, um aumento, um avanço, uma melhoria”. Quando observamos a história da humanidade, percebemos, nitidamente, que Deus foi desenvolvendo paulatinamente o Seu plano, revelando, a cada instante, o que destinava fazer para salvar o homem. Assim, há nítido avanço espiritual nas chamadas “dispensações”, períodos de tempo em que Deus tratava com o homem de uma determinada maneira.
- O escritor aos hebreus dá conta disto ao afirmar que Deus havia falado aos pais, de muitas maneiras, pelos profetas (Hb.1:1), mas, continua o escritor sagrado, com a vinda do Filho, nos últimos dias, completou-se a revelação e não pôde surgir nenhuma outra maneira para que Deus Se revelasse ao homem, visto que o Filho é a expressa imagem da pessoa do Pai e não há ninguém que possa ser maior do que o próprio Deus. Aliás, toda a epístola aos hebreus é a demonstração de que Jesus Cristo é a máxima revelação divina e que ninguém pode suplantá-la.
- Por isso, uma vez completada a revelação divina pela Bíblia Sagrada, com a vinda de Cristo ao mundo e a inspiração aos Seus discípulos, pelo Espírito Santo, do Novo Testamento, nada há mais para ser revelado em termos de salvação e vida eterna aos homens, que devem, para obter a salvação, tão somente crer no Senhor Jesus (At.16:30,31).
- Não há lugar, portanto, no meio do povo de Deus, para “inovações”, ou seja, para “introdução de novidades, para se fazer algo que não era feito antes”. Toda e qualquer “inovação” que surgir na igreja, pois, não provém de Deus, porque Deus não muda, não tem respaldo na Bíblia Sagrada e é uma demonstração de que se trata de ensino, prática ou atitude proveniente de quem não tem vínculo algum com a Verdade, ou seja, é testemunho de que vem de alguém que, embora em nosso meio, infelizmente se apartou da Palavra de Deus, tornando-se um falso profeta, cristo, mestre ou doutor.
- Nem se venha a dizer que se tem a necessidade de, ao longo da história, promover “inovações”. A Palavra de Deus está acima da história humana, é divina e, como tal, não sofre o influxo do tempo. Ela permanece para sempre, é eterna e, por isso, não está sujeita ao tempo. O que está sujeito ao tempo é tudo quanto é criado pelo homem que é comparado à flor da erva (I Pe.1:24), a um conto ligeiro (Sl.90:9). Por isso, tudo o que provém do ser humano é passageiro, não tem duração. Daí porque devamos ter cuidado com os “modismos”.
- “Modismo”, palavra própria da língua portuguesa, vem da raiz latina “mod”, que era uma medida agrária antiga, donde retirou o seu significado de “limite”, de “limitação”. É “aquilo que está na moda e que tem caráter passageiro” (Dicionário Veja Larousse). Verificamos, portanto, que o “modismo” é sempre uma criação humana, porque sujeita a limitações de tempo e de espaço e que não perdura, que tem a mesma natureza do seu criador, ou seja, é como a flor da erva, é como um conto ligeiro.
- Vemos, pois, que, de um lado, temos a Palavra de Deus, que como o Seu autor é imutável, permanente, não sofre qualquer alteração. De outro, temos as “inovações” e os “modismos”, criações humanas que, como o seu autor, são “introdução de novidades”, algo próprio de um ser criativo e cheio de invenções como é o homem (Ec.7:29), mas que, assim como o homem, é algo passageiro, que não tem consistência nem duração.
- Não há comunhão entre a luz e as trevas, entre a Verdade e as mentiras. Inovações e modismos são falsificações da Palavra de Deus, são atitudes que não têm qualquer compromisso com Deus e, portanto, não podem ser adotados nem acolhidos por tantos quantos têm comunhão com o Senhor. Se Deus tem compromisso com a Sua Palavra, se ela não muda, se ela é a Verdade, se ela é a luz (Sl.119:105), temos que somente na Palavra nós teremos comunhão com Deus, pois nEle não há trevas nenhumas (I Jo.1:5-7). Portanto, quem se envolve com inovações e modismos está fora da luz, ainda está em trevas e, deste modo, corre o sério risco de perder-se (Jo.3:19-21). Tomemos cuidado, pois!
II – ALGUMAS INOVAÇÕES
- Os tempos trabalhosos são dias em que surgem, com grande intensidade, inovações e modismos no meio do povo de Deus, porque são os dias da proliferação dos falsos profetas, cristos, mestres e doutores, até para que haja o cumprimento da Palavra de Deus. Devemos, pois, ser extremamente cautelosos com todo movimento e idéia que aparecer no meio do povo de Deus, sendo espirituais para que saibamos discernir aquilo que vier ao nosso encontro.
- Em primeiro lugar, devemos sempre ser cautelosos com tudo aquilo que se apresentar como “novo”. Vivemos os dias das “novidades”: “nova unção”, “nova visão”, “nova revelação”. Tudo quanto se apresente como “novo” deve ser imediatamente rechaçado pelo servo de Deus. Como já mostramos há pouco, a Palavra de Deus permanece para sempre, a sã doutrina é imutável e, portanto, não cabe aqui falar em qualquer “novidade”. Só se fala em novo quando se tem algo velho e quando se tem algo velho é porque este algo considerado velho está perto de se acabar (Hb.8:13).
- Jesus pôde falar em um “novo testamento”, em uma “nova aliança”, quando instituiu a ceia do Senhor (Mt.26:28; Mc.14:24; Lc.22:20; I Co.11:25), porque a lei estava para acabar, como se comprovaria no instante em que o véu do templo se rasgou de alto a baixo, no dia seguinte a esta manifestação do Senhor (Mt.27:51). No entanto, o que Ele instituiu não foi abolido, permanece para sempre, até porque o Senhor vive eternamente (Ap.1:17,18).
- Não há, portanto, como se aceitar tudo o que se apresentar como “novo”, pois isto será admitir que o que existe envelheceu, ficou velho, perto de se acabar, o que é algo gravíssimo, pois estaremos negando a origem divina das Escrituras, o próprio testemunho do Filho de Deus, o que representa a negação do próprio Deus e a nossa condenação eterna (I Jo.5:10-13). Trata-se de algo seríssimo, que muitos não atentam. Rejeitar deliberadamente o que se encontra na Bíblia Sagrada é assinar a própria sentença de morte (Jo.12:48). Como diz o escritor aos hebreus, “porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa Palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois, assim quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus e o expõem ao vitupério.” (Hb.6:4-6).
- Nos dias em que estamos, não cessam de aparecer os “introdutores de novidades” no meio do povo de Deus. Aproveitando-se do próprio “consumismo desenfreado” que tem caracterizado os nossos tempos, muitos, como verdadeiros comerciantes ambulantes do inimigo, trazem suas “ofertas” e “promoções”, querendo contagiar o povo de Deus com “novidades”, verdadeiros enganos que têm por finalidade apenas promover o fracasso espiritual dos que se deixam levar por estas mensagens falsas, não poucas vezes resultado da ação de “espíritos enganadores” (I Tm.4:1), demônios que não estão nos altares dedicados a eles, mas que estão ao derredor da igreja, buscando a quem possa tragar (I Pe.5:8).
- Assim, muito se tem falado, no meio da igreja, na “nova unção”. Como tudo que é enganoso, não se consegue definir o que venha a ser esta “nova unção”, expressão que tem sido utilizada para dar nome a todo e qualquer fenômeno que tem ocorrido em muitos movimentos e denominações que a têm adotado. De qualquer maneira, o início do uso desta expressão parece estar vinculado à chamada “unção de Toronto”, iniciada na igreja “Comunhão da Videira do Aeroporto de Toronto”, dirigida pelo casal John e Carol Arnott, por volta de 1994, caracterizada pelo fato de as pessoas, “cheias do Espírito Santo”, passarem a cair no chão e a rir, gargalhar e chorar copiosamente, depois que recebem a imposição de mãos. Esta “unção” foi chamada pelo casal de “bênção do Pai”, que teriam recebido de um pastor argentino dois anos antes através de uma batida de mão do referido pastor na palma da mão do pastor John Arnott, que passava, segundo ele diz, por um período de “sequidão espiritual”. Pouco depois, ao lado de risos, choros e desmaios, também passaram a pessoas a receber as “bênçãos animais”, urrando como leões ou outros animais.
OBS: “…A partir daí, os sons de animais passaram a fazer parte da “bênção de Toronto”, embora, como Arnott insiste, não sejam muito freqüentes.(6) Há casos de pessoas rugindo como leão, cantando como galo, piando como a águia, mugindo como o boi, e gritando gritos de guerra como um guerreiro. Para Arnott, estes sons são ‘profecias encenadas’, em que Deus fala uma palavra profética à Igreja através de sons de animais. Arnott passou a admitir e a defender este comportamento como parte do avivamento em andamento na Igreja do Aeroporto.…” (LOPES, Augusto N. Entendendo a ‘bênção de Toronto’. Disponível em: http://www.luz.eti.br/spurgeon_feeding_pt.html e http://www.musicaeadoracao.com.br/artigos/meio/apascentando.htm.
- Outro “modismo” é a “unção de objetos” bem como a “unção indiscriminada de pessoas”, prática que também tem se alastrado nas igrejas locais. A unção deve ser feita exclusivamente com óleo (azeite) e nos casos de crentes que estejam enfermos, unção a ser efetuada pelo presbítero da igreja (cfr. Tg.5:12,14-16). Destarte, toda e qualquer outra prática de unção é uma “inovação”, um “modismo” que não tem respaldo bíblico e que deve ser rechaçado pelos genuínos e autênticos servos do Senhor. As citações de textos do Antigo Testamento são impertinentes, pois se referem a outras dispensações.
- E, por falarmos em textos referentes a outras dispensações, temos o “modismo judaizante”, que, cada vez mais, tem invadido das igrejas locais. A celebração de festas judaicas (em especial a Festa dos Tabernáculos) e a observância de preceitos da lei (como a guarda do sábadoou as leis dietéticas) têm também passado a compor o “modus vivendi” de muitos “crentes”, que se esquecem que vivemos o tempo da graça e que, desta maneira, não temos mais que observar a lei de Moisés. Aliás, estes “modismos” menosprezam os escritos bíblicos que asseveram como não podemos querer guardar a lei, já que todos que viverem debaixo da lei estarão automaticamente sob maldição (Gl.3:10,11).
- Como ensina o pastor e professor José Mathias Acácio, “…os modismos não podem ser detectados com antecedência, mas qualquer que seja a próxima onda, a igreja precisa estabelecer alguns princípios. O primeiro princípio é analisar tudo sob a ótica da teologia da cruz. Paulo escreveu a sua epístola aos Gálatas, preocupado que houvesse acréscimos à cruz(…). Ele acreditava que qualquer acréscimo à expiação de Cristo não apenas enfraquecia as bases do Cristianismo, como as anulava…(Gl.5:11).…” (ACÁCIO, José M. op.cit., p.7).
- “…O segundo princípio é que não existem atalhos na vida cristã. Infelizmente, hoje, por causa das forças do mercado e do avanço tecnológico pós-moderno, estamos condicionados ao imediatismo. Acredita-se que tudo pode ser resolvido no estalar de dedos(…). Não há atalhos na escola de Deus. Nada substitui o discipulado. Nenhum método suplantaria a igreja como comunidade terapêutica. Experiências com Deus se acumulam com amargas derrotas e felizes triunfos. Dia a dia aprende-se a fidelidade de Deus. Devemos olhar com cautela ministérios que prometem que, em um simples final de semana, os imaturos serão transformados em líderes capazes. É potencialmente desastroso montar uma estrutura eclesiástica em técnicas tão velozes…” (ACÁCIO, José M. op.cit., p.7).
- Vigiemos, portanto, peçamos ao Senhor discernimento espiritual e não nos deixemos levar por estes ventos de doutrina, pelas inovações e modismos. Mantenhamo-nos na Palavra de Deus, pois só aquele que faz a vontade do Senhor permanecerá para sempre (I Jo.2:17).
Colaboração para o Portal EscolaDominical: Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco


tem nos ajudado muito na escola dominical,
que deus continue abençoando vocês.
falando de meio de comunicaçao so faltou esses subsidios serem mais divulgados nas igrejas no caso ser ascessivo para todos.
June 4th, 2007