OS PERIGOS DA TEORIA DA EVOLUÇÃO
Texto Áureo: Gn. 2.7 – Leitura Bíblica em Classe: Gn. 1.11,12,20,21,24,27.
Pb. José Roberto A. Barbosa
Objetivo: Refletir a respeito dos perigos de ver o homem como mero produto de uma evolução casual, sem que sido criado por uma intervenção divina.
INTRODUÇÃO
Conforme vimos no estudo anterior, o materialismo tem sido a filosofia que tem determinado os currículos escolares. Por conseguinte, os estudos antropológicos apontam para a crença de que o homem seja produto de uma sucessão evolutiva, sem qualquer intervenção divina.
1. DEFININDO EVOLUCIONISMO
O evolucionismo é uma teoria sobre a o surgimento da vida biológica elaborado por Charles Darwin (1809-1882), cuja premissa é a de que o mecanismo de desenvolvimento evolutivo é o resultado de variações aleatórias e da seleção natural por meio da competição para a sobrevivência e reprodução. A teoria da evolução reduziu dramaticamente a popularidade do criacionismo, principalmente, nas instituições escolares. Alguns pensadores religiosos consideram que seja possível conciliar essa teoria com o conceito de Deus, como criador do universo, partindo do pressuposto de a seleção natural teria sido o meio que Deus teria usado para criar o universo e o ser humano, é o que se costuma denominar de Evolucionismo Teísta. No geral, a teoria da evolução é aceita, em alguns contextos acadêmicos, como se fosse uma assertiva definitivamente comprovada, sem que se dê margem a qualquer questionamento, muito embora, o próprio nome denuncie que se trata não de uma verdade definitiva, antes de uma “teoria”, isto é, uma cosmovisão, um ponto de vista sem a devida constatação da ciência.
2. PERIGOS DA TEORIA DA EVOLUÇÃO
2.1 Não se relacionar com o Criador por não acreditar que Ele exista
Como o evolucionismo está geralmente atrelado ao materialismo, um dos perigos é o da negação da existência de um Deus, pessoal e inteligente, que tenha projetado a criação do universo e do homem que conduz ao ateísmo. Por se tratar de um fenômeno isolado, e que trás sérias conseqüências ao ser humano, algumas passagens bíblicas se referem ao ateu como néscio (Sl. 14.1; 53.1). O principal problema do ateísmo é que o homem é obrigado a se encontrar só no mundo, enfrentar a vida como algo absurdo, sem sentido, restando-lhe apenas a incerteza e o desespero diante da morte. Em oposição ao ateísmo, cremos que há um Deus que nos ama, que, na verdade é amor (I Jo. 4.8). Que demonstrou esse amor enviando o Seu único filho, Jesus Cristo, para morrer em nosso lugar (Jo. 3.6; Rm. 5.8). Portanto, para o cristão, Cristo é o fundamento tanto da vida presente (I Co. 3.11,12) quanto futura (I Tm. 6.19). Isso nos leva a descansar na convicção de que “as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” (I Co. 2.9).
2.2 Não mais perceber o valor da criação divina
A teoria da evolução, ao negar a existência de Deus, percebe a vida humana, e todo o universo, como uma cadeia de ações e reações físicas que funcionam sem os cuidados de Deus. O perigo dessa crença é que o ser humano acaba sendo visto como uma peça, na verdade, uma das menos significativas nessa grande engrenagem denominada universo. Por isso, é comum os adeptos do evolucionismo se referirem ao corpo humano como um amontoado de células que nascem, crescem, se reproduzem e morrem. É válido destacar que essa abordagem científica contribuiu bastante para a defesa da superioridade ariana por Hitler, na Segunda Guerra Mundial. As raças “inferiores” foram levadas às câmaras de gás. Há o perigo do ser humano ser objetificado, sendo percebido como uma coisa que pode ser dissecada em laboratório. A perspectiva cristã se difere dessas visões por ver a vida em sua grandeza e beleza, proveniente de um Deus Onipotente, criador dos céus e da terra (Sl. 8.1-5; 19.1-4) e que a mantêm (At. 17.28).
2.3 Não mais fazer a distinção entre o que seja certo e errado
A teoria da evolução, por negar Deus, nega também uma ética maior, mais ou menos como afirma um dos personagens do escritor russo Fiodor Dostoieviski, em seu romance Irmãos Karamazov: “se Deus não existe, tudo é permitido”. As pessoas fazem o que acreditam, em comum acordo, que seja o certo e o errado. Vivem como nos tempos dos juizes, nos quais cada um faz o que parece reto aos seus próprios olhos (Jz. 21.25). Como naqueles mesmos tempos, o perigo é que sejamos entregues à devassidão, por negar a Deus e suas verdades absolutas (Rm. 1.21-32). E fazer conforme está escrito em Is. 5.20, chamando as trevas de luz e a luz de trevas, o doce de amargo e o amargo de doce. Para não correr o risco de sermos destruídos pelo relativismo, precisamos ouvir a voz do evangelho de Cristo, certo de que sua palavra é absoluta, imutável e universal.
CONCLUSÃO
A teoria da evolução, sob a égide da ciência, se constitui em um perigo para o indivíduo moderno. O primeiro deles é que afasta o ser humano do seu Criador, impossibilitando um relacionamento necessário com Ele, para o qual fomos criados. Em segundo lugar, podemos acabar tratando a criação, o ser humano e o meio ambiente em geral, como objetos. E por último, a ausência de critérios do que seja certo e errado resulta na destruição de princípios fundamentais para a sobrevivência humana na terra.
REFERÊNCIA
COLSON, C. PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro: CPAD, 2006
COLSON, C. PEARCEY, N. Verdade Absoluta. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

A primeira mentira é dizer que uma “teoria” é “apenas uma teoria”. Em ciência, não existem verdades absolutas, ou certezas absolutas. O que se tem são teorias, e toda teoria tem acompanhada dela uma coisa chamada grau de certeza. A teoria gravitacional de Newton é “apenas uma teoria”, mas com esta teoria mandamos sondas para a Lua, Vênus, Mercúrio, Marte, Júpiter, Saturno e agora para Plutão. A “teoria da relatividade” é “apenas uma teoria”, mas ela explica, e muito bem, distorções na órbita de Mercúrio, o curvamento da luz na proximidade de estrelas, e outros efeitos, além de servir de base para a “teoria do big bang”, também “apenas uma teoria”, mas que explica muito bem a radiação de fundo, o desvio para o vermelho no espectro luminoso, e outros efeitos. Nenhuma destas teorias tem o peso de uma ‘verdade absoluta’, mas qualquer outra teoria, para substituí-las, terá de explicar o que a teoria explica, e o que ela não explica.
Voltando à “teoria da evolução”, ela é “apenas uma teoria”, mas ela já foi observada - quem nunca ouviu falar de insetos resistentes à pesticidas, e bactérias resistentes a antibióticos? É a seleção natural, e a herança de caracteres em ação. Para quem se propõe a atacar a “teoria da evolução”, eu sugiro primeiro entender direitinho do que se trata, ver quais são os ataques que já foram tentados e que se provaram falhos:
Agora a falácia. Quem disse que admitir a evolução vai desumanizar o ser humano? Hitler fez o que fez abençoado pela Igreja, os racistas dos Estados Unidos tem certeza que os negros, índios e hispanos surgiram depois que Adão e Eva foram expulsos do paraíso, e passaram a coabitar com animais. Podem argumentar que é má religião, mas é a religião deles.
Se a Igreja se propõe a ser o Sal da Terra, vai ter que desistir do fundamentalismo religioso, para começar. A Bíblia não fala da origem e evolução do sistema solar, não explica por quê o dia em Vênus dura mais que o ano venusiano, não explica por quê existem fósseis, ou do que se trata, jamais explicou o que é eletricidade, hereditariedade, código genético, DNA, ou por quê temos um apêndice que é completamente inútil, um órgão vestigial sem função alguma (e não é o único órgão vestigial que temos no nosso corpo, a assinatura indelével da evolução). A Bíblia inclusive erra, e muito, em termos de ciência, chama de lepra não só a lepra, o mofo das casas, a tinha, a micose, e um monte de afecções da pele. Dá o valor de 3 para a relação entre o diâmetro e a circunferência do círculo (tudo bem, é só o velho PI), não ensina sobre motores a combustão e os perigos da poluição, jamais toca no assunto de preservação do ambiente, trata doentes mentais como endemoninhados, e outros absurdos. A Bíblia não é um livro de ciências, e insistir no contrário é vilipendiar o Livro Sagrado, e fechar os olhos à realidade: a natureza é muito maior e mais complexa que nossos sentidos e intelecto podem alcançar, e a ciência é a varinha que usamos para percorrer este caminho, em direção ao conhecimento da natureza. As descobertas científicas poderiam servir de fonte de maravilha religiosa, o sentimento que muitos cientistas tem em frente à natureza é místico, é quase religioso, mas é dissociado da religião por que alguém disse que Deus não está na ciência, que a ciência é contrária a Deus, que usar o cérebro que este mesmo Deus teria dado é um crime contra este Deus, que investigar a natureza, segundo os religosos a criação deste Deus, encontrar suas leis, descobrir seu funcionamento, diminui e anula Deus. Como pode ser isto? A Ciência só afasta o homem de Deus por que alguém decidiu assim.
Se a Igreja pretende ser o Sal da Terra, terá que fazer melhor, muito melhor, que os ateus:
May 3rd, 2007